Sexta-feira, Junho 01, 2012

Promise.

Continuarei a escrever. Sem perder o sonho, a ilusão. Contrariando, por vezes, a falta de tempo, a falta de vontade, a falta de ideias. Porque como me disse há um par de dias um grande amigo (e artista das palavras), para um parágrafo há sempre tempo e há sempre tema.

Por isso hoje, amanhã e depois, continuarei a escrever. Aqui, sempre que for possível mas, pelo menos, sempre na minha cabeça. Continuarei a reunir palavras em frases mais ou menos soltas e a guardá-las em mim, para que lentamente vão amadurecendo e um dia possam ver a luz do dia...

«And meet me there, bundles of flowers
We wait through the hours of cold
Winter shall howl at the walls
Tearing down doors of time
Shelter as we go

And promise me this
You'll wait for me only»

[Ben Howard ~ "Promise"]

Segunda-feira, Maio 21, 2012

Ao limite :)


Haverá limites? Haverá dimensões que restringem o nosso coração e a nossa alma a um limite de tudo o que podem conter? Se os há, creio que um dia provocarei o rebentamento do meu coração (o emocional, não o físico), de tanto e tantos que lá entram.

Deveria ter mais cuidado? Provavelmente. Deveria proteger esse espaço tão nobre e deixar que fosse ocupado apenas por aqueles que fossem merecedores da minha absoluta confiança? Talvez. Ou talvez não…

Porque a verdade é que não consigo deixar de me apaixonar por cada abraço, de me emocionar com cada palavra carinhosa, de amar, nem que seja só por um momento, todos aqueles que, até sem consciência disso, me dão muito mais do que eu alguma vez pedi.

São só 25 anos. São já 25 anos. Muitos, demasiados talvez, sorrisos e lágrimas, histórias e memórias, abraços e dores, partilhados com todos os que têm, no meu coração, um espaço reservado. São de nacionalidades diferentes, falam línguas diferentes, têm ideais, sonhos e opiniões sobre as coisas, por vezes, completamente opostos. Mas, hoje e ao longo destes 25 anos, enriquecem a minha vida e levam ao limite a dimensão do meu coração. Para vós, todos vós, não há palavra mais significativa do que a que nunca me cansarei de repetir: OBRIGADA.

Porque sem vocês, não sou nada. Convosco sou TUDO, mas mesmo TUDO o que quiser ser. Mesmo quando não acreditar nisso, porque sei que vocês acreditarão.

Obrigada por 25 anos de uma vida maravilhosa e de um coração completamente, totalmente, incrivelmente cheio.


Quinta-feira, Maio 03, 2012

Maio.

Começou Maio. O mês que, para mim, é um dos mais bonitos do ano, por todos os motivos e mais algum. Em Maio agradeço pela minha mãe (que não é preciso dizer que está acima de todas as mães do Mundo!), pela Academia onde estudei, pelo início e o final dos percursos académicos de tantos amigos, pela minha vida (à qual vão sendo acrescentados anos tão cheios!)...

Este ano não é excepção. Maio entrou com projectos, caminhos, escolhas, com muita vida e muitos planos... Este ano, Maio será sinónimo da Bênção de Deus sobre o percurso académico da minha irmã, sobre a minha mãe e todas as mães, sobre mais uns passos do meu caminho, sobre 25 anos de vida. E por tudo isto, rezo e rezarei, em Maio, de maneira especial. :)

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Ha empezado mayo. El mes que es, para mi, uno de los más bonitos del año, por tantas razones. En mayo agradezco por mi madre (que no hace falta decir que está por encima de todas las madres del mundo mundial!), por la Universidad donde estudié, por el inicio y el final de la vida de estudiante de tantos amigos, por mi vida (a la cual se van añadindo años tan llenos!)...

Este año no es excepción. Mayo ha llegado con proyectos, caminos, opciones, com mucha vida y muchos planes... Este año, mayo va ser sinónimo de la bendición de Dios sobre la vida de estudiante de mi hermana, sobre mi madre y todas las madres, sobre algunos pasos más en mi camino, sobre 25 años de vida. Por todo esto, rezo y seguiré rezando, en mayo, de manera particular. :)



(o vídeo veio do blog da Catarina, sempre com boas coisas :))

Segunda-feira, Abril 16, 2012

Passos.

Começo a fazer "casa". Porque para mim um sítio, uma cidade, um ambiente não são "casa" até que as minhas mãos estejam "na massa", abertas para o serviço e disponíveis para o trabalho, porque nunca esquecerei que "quem não vive para servir, não serve para viver".

Por isso, ontem dei o primeiro passo para fazer de Santiago mais "casa". Se tudo correr bem, terei a oportunidade de colaborar com o Grupo Scout Tau (MSC), da paróquia de São Francisco, que está ainda em formação mas que me inspira muitas coisas boas... :) Quem sabe um dia também eu poderei voltar a usar um lenço ao pescoço, desta vez castanho e bege... Quem sabe! :)



Segunda-feira, Março 26, 2012

Luz de Presença.

Hoje, como habitualmente, trago no peito e na mente tantos sentimentos e pensamentos que às vezes acho que não tenho espaço para tudo. Não é que não tenha tempo, embora isso seja a face mais evidente, mas a realidade é que não tenho espaço. Não tenho já por onde esticar a alma para que caiba tudo, não tenho. Por favor, dá-me descanso...

Dá-me tempo, dá-me espaço para respirar, dá-me clareza de ideias, dá-me segurança, dá-me fé em mim, nos outros, no tempo, na(s) história(s) que a duas, quatro, oito, mil mãos vamos escrevendo. Ilumina-me.

Dá-me luz para que veja o que há dentro de mim. Para que me possa "arrumar" e continuar. Para que cá dentro não seja só esta confusão desorganizada na qual nem eu própria sei viver. Dá-me luz para que veja o que há fora de mim. O que há à minha volta. O que conheço como a palma da minha mão e o que não podia ser mais desconhecido. 

Dá-me luz para que veja os buracos do caminho e os evite. Para que não sejam tão efémeros os cumes e os vales, mas possa caminhar numa planície mais... tranquila. Dá-me luz.

Sábado, Março 24, 2012

Do engate.

Porque nos últimos dias (ou serão semanas?) tenho pensado muito nisto. E noutras coisas. E em tudo. Não é, exactamente e em teoria, isto que acontece? Sempre? E então, não devia funcionar? Mais vezes?...

"Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite pra passar...
Porque não vamos unidos?
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos?...

Tu estás só e eu mais só estou
E tu tens o meu olhar...
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta...

Vem que o amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz...
Vem que o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás...

Tu que buscas companhia,
Eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia,
Ser um corpo de prazer,
Ser o fim de mais um dia...

Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada,
Antes de ti por alguém...
E eu sou melhor que nada...

Vem que o amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz...
Vem que o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás..."







[às vezes, juro que me pergunto que tipo de manto da invisibilidade me puseram em cima dos ombros...]

Quinta-feira, Março 15, 2012

Silently.

Palavras.
Apenas palavras.

Nem sempre dirigidas a nós próprios, nem sempre interpretadas da mesma forma como são ditas, mas sempre agrestes como armas. Com mais ou menos ironia, mais ou menos "simpatia", mais ou menos sinceridade. Agrestes, apenas, as palavras.

Rápidas como balas, são a forma mais fácil de, descontraidamente e sem sequer demonstrar intenção para tal, causar danos colaterais. Danos menores? Certamente. Mas, ainda assim, danos.

Vale o facto de não ripostar com a mesma arma. A capacidade de ouvir e tentar deixar passar, como se as "balas" não tivessem raspado também em mim, inadvertidamente, quiçá. Porque tudo passa, afinal. São "só" palavras, são "só" opiniões. Nem sei porque é que me fazem pensar...